Fracasso nos negócios: não ter a equipe ideal Leia em 3 minutos

Fracasso nos negócios: não ter a equipe ideal

Algum tempo atrás escrevi um texto chamado “Como se tornar um empresário desmotivado” (quer ler? Clique aqui). Nele, recomendo algumas atitudes para líderes que não querem ver seu negócio prosperar. E começo dizendo: quer fracassar? Não dê a devida atenção às pessoas.

 

Pessoas são a base de qualquer empresa. O coração. O “Vai ou Racha”, pode escolher o termo que mais lhe agradar. Afinal, não são CNPJs que fazem o trabalho, trazem soluções inovadoras, resolvem problemas: são os CPFs dentro dele.

 

Em uma era econômica e social onde a única certeza que temos é a mudança constante, pessoas passam a ter um status mais relevante do que coisas. Ou assim deveria ser. Afinal, os desafios requerem mais criatividade, novas saídas, ideias que tornem o que já conhecemos mais acessível, humano, barato, ético, rápido, prático e que desvendem o que ainda não descobrimos.

 

Portanto, dentro das empresas, equipes passam (ou deveriam passar) a ser vistas como mais do que grupos de mão-de-obra– aqueles que simplesmente fazem – para se tornarem grupos de colaboradores– aqueles que cooperam. Quando o empreendedor não absorve este conceito e não busca uma equipe que se adeque a realidade e necessidade de seu negócio, sem dúvidas, abre portas para o fracasso.

 

E não existe fórmula: cada empresa terá a sua receita para criar e desenvolver uma equipe ideal. Afinal, cada negócio evolui de um jeito, em um tempo e diante de desafios e necessidades distintos. Duas empresas podem ter os mesmos valores e objetivos, mas nunca terão exatamente o mesmo DNA. O importante é que desde o início, o empreendedor tenha claro quais são as premissas indispensáveis para que uma pessoa seja de fato adequada ao time que está construindo na companhia. E que coloque estas premissas em prática na hora de contratar, avaliar e desenvolver colaboradores.

 

E quando falamos de equipe, especialmente de equipe ideal, é muito importante lembrar constantemente que ninguém chega pronto. O empreendedor e seu corpo de liderança são donos e difusores dos valores, da cultura e do clima que se estabelece no negócio. E estes são únicos. Portanto, é fundamental ser mentor das pessoas ao seu redor a cada nova experiência, desafio ou fase.

 

Então, o que devemos procurar e valorizar nas pessoas que formam nossa equipe ideal? Em primeiro lugar, disponibilidade. Estas precisam estar dispostas a aprender: com os outros ao redor, com os erros e acertos que virão. Devem se dispor a crescer e levantar-se perante os desafios que seu negócio vai apresentar na busca pelos resultados que fazem diferença.  O resto pode ser aprendido.

 

Gostamos de falar nos processos de consultoria que uma equipe unida, ganha unida e perde unida. Profissionais alinhados geram mais confiança no dia a dia do negócio, perseguem os melhores resultados e possibilitam que o empreendedor se sinta mais seguro quando chega a hora de crescer e descentralizar. Que isto seja alvo de uma escolha e um esforço constante para cada um de nós empreendedores: buscar e tratar pessoas como colaboradores, não como mão-de-obra.

Um forte abraço,

Anderson Siqueira


Anderson Siqueira é comunicólogo, idealizador da Consense, especialista em psicologia organizacional e em aplicações e devolutivas do MBTI. Inspirado no cultivo de ambientes de trabalho mais vivos e conscientes, construiu experiências em temas como governança, inovação, liderança e rotinas de trabalho. Se dedica principalmente ao estudo das relações humanas no contexto empresarial e à educação como forma de gerir empresas inovadoras e sustentáveis.

 

 




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