Fracasso nos negócios: não saber lidar com a concorrência Leia em 2 minutos

Fracasso nos negócios: não saber lidar com a concorrência

Nenhuma empresa é uma ilha. Por mais inovadora que seja.

Exatamente por isso, é preciso falar sobre concorrência. Não estamos sozinhos no mercado. Mesmo que você seja a exceção e tenha encontrado um oceano azul, é apenas questão de tempo para que outros comecem a navegar nas águas que você abriu. Portanto, saber lidar de maneira saudável com empresas que partilham do mesmo tipo de negócio é fundamental para não fracassar.

Costumeiramente, três caminhos são usados pelas empresas para manejar o contexto: o primeiro é ignorar a concorrência. O segundo é segui-la cegamente. São opostos e igualmente perigosos.

No primeiro caminho estão os empreendedores que não fazem questão de conhecer seus concorrentes ou estudar seu perfil. Quais são as principais forças e fraquezas dessas empresas? Quais são seus diferenciais? Como elas enxergam os clientes? Como lidaram com determinados desafios? Quais são seus casos de sucesso ou fracasso? Ignorar o movimento externo rouba parte da visão essencial para tomar decisões adequadas e saudáveis para o futuro de qualquer negócio.

No segundo caminho, encontramos empresas que fizeram o movimento oposto e costumam pautar todas as suas decisões nos movimentos que os companheiros de mercado estão fazendo. Lançamento de produtos, condições comerciais, tipo de comunicação com o cliente e assim por diante. Estar atento ao movimento concorrente é fundamental, mas transformá-lo na força propulsora do negócio é um grande erro e alimenta a ausência de um propósito vibrante.

O terceiro caminho surge quando buscamos o equilíbrio entre os dois primeiros.

Não há problema em decidir que ao invés de criar tendências, sua empresa vai acompanhá-las. Há muito o que aprender com quem está ao redor, mesmo aqueles não são atuais líderes de mercado. Além disso, sua concorrência pode ser tornar parceira no movimento por um mercado menos prostituído, mais ético e de maior qualidade e credibilidade para clientes e fornecedores.

Porém, quero reafirmar o que escrevi no texto anterior: cada empresa é, por essência, única. Esse organismo corporativo é mais do que a soma de pessoas e coisas, é o resultado da interação entre os indivíduos, os processos, os valores, os equipamentos, a comunicação e tantos outros elementos mais. Somente quando o empreendedor encontra o DNA corporativo de seu negócio, pode ter clareza sobre o que deve absorver ou não e quais são os verdadeiros diferenciais de sua empresa.

São eles, os diferenciais, que realmente motivarão a equipe, agregarão valor e melhores resultados e construirão sua identidade diante do cliente. E é para ele que sua empresa deve estar orientada. Mais do que aquele que paga as contas, o cliente é um imenso direcionador de oportunidades. Perceber quais são suas necessidades e expectativas com certeza lhe dará espaço para criar o seu próprio caminho em meio a concorrência.

Um forte abraço,

Anderson Siqueira


Anderson Siqueira é comunicólogo, idealizador da Consense, especialista em psicologia organizacional e em aplicações e devolutivas do MBTI. Inspirado no cultivo de ambientes de trabalho mais vivos e conscientes, construiu experiências em temas como governança, inovação, liderança e rotinas de trabalho. Se dedica principalmente ao estudo das relações humanas no contexto empresarial e à educação como forma de gerir empresas inovadoras e sustentáveis.




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