Fracasso nos negócios: falta de definições claras Leia em 3 minutos

Fracasso nos negócios: falta de definições claras

Fracasso nos negócios: falta de definições claras

A música é uma das coisas mais inspiradoras que conheço. Talvez, a junção mais incrível entre o concreto e o imaginativo, ao somar a sobriedade matemática dos acordes à criatividade e ao sonho. Um produto maravilhoso de se ver – e ouvir.

Como bom apreciador, estou sempre à procura de oportunidades de shows ao vivo. Já tive boas e más experiências. E ao parar para pensar nisso, sempre acabo atribuindo o resultado da performance à dois elementos: trabalho em equipe e clareza nas definições. Quando o músico sabe quais são as suas premissas, qual o objetivo do momento e tem sinergia com sua banda, podemos esperar momentos de tirar o fôlego. Quando não, resta apenas esperar que acabe.

Neste aspecto, empresas são muito parecidas com grupos musicais. Clareza e sinergia também podem gerar experiências, produtos e atendimentos de tirar o fôlego, aumentar as vendas, alavancar os níveis de satisfação e fidelização. Essa combinação pode gerar o uau que tanto queremos ouvir de nossos clientes.

Falar sobre trabalho em equipe nunca é demais, porém, hoje gostaria de focar em clareza. Com frequência percebo que não são todos os empreendedores e gestores que demonstram ter consciência sobre a importância de serem guardiões dos fluxos de informação que acontecem dentro de seu negócio. Isso, sem dúvidas, os deixa um passo mais perto do fracasso.

Assim como a música depende das tonalidades, notas e compassos para existir, toda empresa depende de fluxos de comunicação, decisão e ação que determinam rotinas e processos. A questão é que isso nem sempre é claro para todos o tempo todo. Então, nasce o descompasso, a falta de ritmo adequado: pouca conversa de qualidade entre áreas, decisões estratégicas que não são traduzidas de forma oportuna, valores que não são vividos plenamente, feedbacks que não se tornam aprendizados ou mudanças.

É preciso que o líder tenha em mente que uma de suas principais atribuições está justamente em ser maestro desta sinfonia corporativa, garantindo que as informações relevantes circulem da maneira certa para as pessoas certas, no tempo certo.

Para isso, é fundamental que as pessoas saibam o que é esperado delas: quais são suas metas tangíveis, os comportamentos aceitáveis, as rotinas a serem cumpridas, as posturas não-desejadas, os erros toleráveis, as competências a serem desenvolvidas. Todas estas informações dão a equipe o norte necessário para caminhar com segurança.

No outro lado da moeda, é preciso fornecer a mesma clareza sobre o futuro da companhia, sobre objetivos de curto, médio e longo prazo, e, especialmente, sobre o perfil de cliente e mercado que é foco do negócio. Quantas companhias perdem a chance de inovar e crescer ao afastarem seus colaboradores do conhecimento profundo sobre o cliente!

Por fim, dê clareza sobre resultados. Vejo empreendedores com forte receio de abrir números aos colaboradores. Perdem a chance de dar visibilidade do “por quê” e do “para onde” de um grande número de decisões que são tomadas periodicamente. Saber traduzir estas informações aos diferentes níveis da companhia ao invés de escondê-las é uma vantagem na busca pela entrega de valor.

E como em um show, toda a preparação, seja ela boa ou ruim, será notória para o espectador final, que, no mundo dos negócios, costumamos chamar de cliente ou consumidor. Todo bom show merece ser repetido, de novo e de novo. Que seja o mesmo em nossas empresas.

Um forte abraço,

Anderson Siqueira

 




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *