É tudo culpa da visão sistêmica! Leia em 3 minutos

É tudo culpa da visão sistêmica!

Como o pensamento sistêmico contribui para a saúde das empresas

Sistemas, tarefas, cliente, colaboradores, produtos, mercado e algumas outras palavras podem ser consideradas o dicionário básico do mundo corporativo. São termos usados e repetidos quando falamos de trabalho. E, pegando emprestado, alguns termos da culinária, podemos até chamá-las de massa do bolo corporativo. Os recheios – os tipos de negócios – serão os mais diferentes possíveis, mas as massas, normalmente, são muito parecidas entre si.

E quem cozinha sabe: bolos podem dar muito certo ou muito errado. Isso se deve a vários fatores, mas um deles é a falta ou o uso errado do que chamamos de elemento de ligação: algo que una os demais ingredientes e atue ativamente na transformação de componentes separados numa única massa. No caso das empresas, essa liga fica por conta da visão sistêmica.

Aplicar visão sistêmica é entender que, em muitos casos, as situações mais aparentes são apenas sintomas, e não causas reais. E, nesses casos, é necessário cavar mais fundo para encontrá-las.

Mas, para entender melhor, vamos ao início. Depois que Galileu Galilei contou ao mundo que a terra não era o centro do sistema solar, uma revolução se desencadeou. A partir dela, a ciência decidiu que colocaria sua força de trabalho naquilo que pode ser medido, quantificado e analisado separadamente.

Com o passar de [muitas] décadas, a ciência percebeu que, este modelo, apesar de bom, era incompleto. Com ele era possível determinar a aerodinâmica exata das asas de um pássaro, mas não explicar por que ele escolhe voar ou não. O universo se demonstrou complexo e, para responder a essa complexidade, surgiu o pensamento ou visão sistêmica.

Mas o que toda essa conversa tem a ver com o seu e o meu dia a dia de trabalho?

Empresas são formações complexas, inseridas em um contexto não menos complexo. Assim, todas aquelas palavras que citamos como dicionário estão interligadas umas às outras de diversas formas.
Vejamos: empresas são feitas de colaboradores, cumprindo tarefas através de sistemas para entregar um produto para um cliente, inserido em um mercado. Se qualquer um destes elementos sofre uma mudança, toda a cadeia sofre com ele. Para ter saúde corporativa, isso sempre deve ser levado em consideração.

Aplicar visão sistêmica é entender que, em muitos casos, as situações mais aparentes são apenas sintomas, e não causas reais. E, nesses casos, é necessário cavar mais fundo para encontrá-las. Vejamos um exemplo: em um de nossos diagnósticos, encontramos uma empresa com grande dificuldade de fazer sua entrega no prazo. Uma situação que gera desgaste com clientes e queda na credibilidade do serviço.

O líder analítico terá a tendência a ver o caso apenas como um [grande] problema a ser resolvido e tentará criar soluções a partir daí: talvez deva mudar os prazos ou motivar mais a equipe. O líder sistêmico, por sua vez, vai tender a investigar mais fundo, enxergando a cadeia como um todo: este pode ser um sintoma de dificuldade de comunicação e integração entre áreas ou falhas de fluxo informacional. Atacar o problema, ao invés do sintoma, é garantia maior de assertividade, na situação atual e nas que podem vir futuramente.

Portanto, ter visão sistêmica nos ajuda a entender a relação de causa e efeito dentro das empresas. Quando ela não está presente encontramos líderes e empreendedores situados em terreno perigoso. Normalmente, eles que não possuem a clareza de que o que é palpável dentro da companhia – os resultados, o dinheiro, o estoque, o patrimônio – vem daquilo que não é palpável – pessoas, ideias, estratégias, propósitos e objetivos.

Ainda assim, sabemos que esta não é uma massa de bolo simples de se preparar. É necessário praticar diariamente o enxergar a empresa como um todo, um único organismo, que possui várias partes conectadas.

E você? Já usou visão sistêmica hoje?

Anderson Siqueira
Idealizador e educador na Consense Educação para as Relações




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