A descoberta da coragem Leia em 2 minutos

A descoberta da coragem

Para entender mais sobre a coragem é preciso, antes, entender mais de valores. Tem muita coisa antes de todas as coisas, e isso significa que todas as coisas se relacionam de alguma maneira. Com a coragem, é igual. Valor vem de riqueza, boa saúde e força. Uma pessoa que age baseada em valores, age com bravura, firmeza e demonstra boa saúde, saúde esta da alma e do corpo, por meio de suas mais variadas qualidades humanas, as tais riquezas.

O combustível, neste caso, passa a ser a virtude, que também tem origem na força moral, porém agrega o significado de “vir” ou “uihro”, que é “homem livre”. Um recado sobre a liberdade de se viver uma vida baseada em valores, ou uma espécie de condição: para exercer a plenitude das qualidades humanas, é preciso liberdade. Não ser livre, neste caso, pode se referir ao que não é uma qualidade moral ou ao que não é determinado por si próprio, ou seja, àquilo que nos prende.

Gosto de um significado para liberdade que a define como o “poder de determinar a si mesmo”, bem coerente com esta reflexão, pois para isso é preciso se livrar da cilada de deixar o outro nos “determinar” ou, até mesmo, do comportamento de “dar ao outro este poder”, o que nos torna vítima do mundo e das pessoas. Li outro dia que “não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.” Essa verdade, a qual se refere o texto incita essência, pois viver em verdade é viver a sua verdade, aquela que sente, pensa e coloca em ação.

E finalmente, para viver a verdade é preciso coragem. Não aquela coragem dos grandes filmes de Hollywood, que está mais pra bravura e destemor. Para entender a verdade da coragem, é preciso entender que sua origem é antiga e, naquela época, acreditava-se que o coração do homem era o centro de todas as coisas, não o cérebro. Coragem, então, vem de “cor” e é a qualidade humana daquele que tem como sede dos seus sentimentos o coração, ou seja, o lugar certo, que origina todas as coisas, o lugar da verdade.

E é no coração, o lugar das emoções, dos sentimentos, das virtudes, dos valores e da própria vida, que moram todas as qualidades humanas. Coragem, em resumo, não é agir com o coração, mas colocar tudo o que tem de melhor dentro dele em prol da vida. Para viver valores e virtudes é preciso coragem, para viver a verdade e, com ela a liberdade é preciso coragem e, mais do que isso, é preciso coragem para descobrir a verdade de si mesmo, sua essência, que mora na sede da vida, o coração.

Anderson Siqueira




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